Nova sonoridade eletrônica do popular
27/05/10 20:25
Sempre impressionante ver como a sonoridade da cultura pop pode encontrar uma linguagem alternativa com naturalidade nas mãos dos vários produtores da cena eletrônica... O Simian Mobile Disco (veja o clip abaixo) é um bom exemplo. Durante boa parte do séc. XX se separou muito bem, principalmente na música, aquilo que poderia ser considerado arte daquilo que seria “apenas” popular. As consequências desta separação parece ter sido muito mais maléfica para a chamada música erudita do que para a música popular, que desde os anos 60 vem claramente demonstrando que não há razões para a completa separação.
Os Beatles, por exemplo, eram artistas em um contexto bastante popular, mas foram ao mesmo tempo atraídos e influenciados pela cultura das artes em Londres, o que propiciou o início de um processo de aproximação entre a arte e a música popular. Embora o álbum “Revolver” de 1966 apontasse nesta direção, “Sgt. Peppers...” é o maior marco deste embaralhamento. A música eletrônica (que já estava presente na dita música erudita desde 1950) ensaiou a aproximação na década de 70 com bandas como a alemã Kraftwerk, mas provavelmente o custo dos equipamentos analógicos e sua complexidade manteve grande parte dos artistas populares distantes desta experimentação. Neste ínterim, o rock desempenhou muito bem este espaço de encontro entre o erudito ou experimental e o popular.
Na segunda metade da década de 90, devido à popularização e barateamento dos computadores como estações de trabalho para a música e outras áreas, recursos eletrônicos de edição e produção sonora outrora restritos a equipamentos analógicos caros começaram a aparecer nos estúdios, e estes estúdios ficaram cada vez mais portáteis, fazendo com que a experimentação eletrônica se tornasse, a partir de 2000, quase lugar comum, inclusive para bandas de rock.
Percebe-se nesta curta história um outro fato: arte e tecnologia estão muito mais intimamente ligadas do que muitos criadores imaginam ou querem imaginar. Falar do seu próprio tempo significa, de certa forma, falar da tecnologia e suas implicações.
Os Beatles, por exemplo, eram artistas em um contexto bastante popular, mas foram ao mesmo tempo atraídos e influenciados pela cultura das artes em Londres, o que propiciou o início de um processo de aproximação entre a arte e a música popular. Embora o álbum “Revolver” de 1966 apontasse nesta direção, “Sgt. Peppers...” é o maior marco deste embaralhamento. A música eletrônica (que já estava presente na dita música erudita desde 1950) ensaiou a aproximação na década de 70 com bandas como a alemã Kraftwerk, mas provavelmente o custo dos equipamentos analógicos e sua complexidade manteve grande parte dos artistas populares distantes desta experimentação. Neste ínterim, o rock desempenhou muito bem este espaço de encontro entre o erudito ou experimental e o popular.
Na segunda metade da década de 90, devido à popularização e barateamento dos computadores como estações de trabalho para a música e outras áreas, recursos eletrônicos de edição e produção sonora outrora restritos a equipamentos analógicos caros começaram a aparecer nos estúdios, e estes estúdios ficaram cada vez mais portáteis, fazendo com que a experimentação eletrônica se tornasse, a partir de 2000, quase lugar comum, inclusive para bandas de rock.
Percebe-se nesta curta história um outro fato: arte e tecnologia estão muito mais intimamente ligadas do que muitos criadores imaginam ou querem imaginar. Falar do seu próprio tempo significa, de certa forma, falar da tecnologia e suas implicações.